Animal de estimação ou filho de estimação?

Este título tem realmente esta conotação, afinal, quantas pessoas conhecemos que tem um animal de estimação e que tratam como se fossem seus próprios filhos? É fácil encontrar alguém que chame se cachorrinho de filho, que de comida humana para ele (ou até mesmo que sirva no prato), que dorme na mesma cama, entre outras coisas.

Animais de estimação são ótimos companheiros e, ainda, são indicados para auxiliar o homem em diversos problemas, seja físico ou emocional, como solidão, auto-estima, proteção, entre outros. A Dra. Rubia Burnier, proprietária do Espaço Animal e há mais de 20 anos atuando como terapeuta comportamental, disse em entrevista para a Coop Revista, “vários estudos comprovam que ter contato com um bicho melhora a qualidade de vida das pessoas e ajuda a tratar doenças”.

 

E é, ainda, muito importante termos toda a atenção de nosso animal de estimação quando nos sentirmos sozinhos, muitas vezes triste, afinal, a reciprocidade dos bichanos é sincera. “Só os animais são capazes de sentir esse afeto incondicional simplesmente por que eles não julgam, não sentem culpa, nem vergonha e não são regidos pela ética nem seguem padrões culturais. Eles são genuínos, puros e espontâneos”, ressalta Rubia.

O fato é que algumas ações são exageradas, podem ser nocivas ao homem e, muitas, desnecessárias ao bichano. Em tese, o essencial para um cachorro, por exemplo, são alimentos feitos para eles, como ração; banhos a cada oito ou dez dias; tosas higiênicas, além de cortes de unha, hidratação dos pelos e escovação dos dentes.

O resto é simples e puro exagero. “As pessoas projetam nos animais expectativas que extrapolam o bom senso e criam necessidades que não fazem o menor sentido para os bichos. Tomar banho toda semana já virou rotina para os cães. Cuidar da higiene corporal dos animais é uma forma de prevenir doenças, principalmente àquelas que podem ser transmitidas para nós. O resto é bobagem. A indústria de cosméticos para animais está muito evoluída. Os produtos usados nos bichos não são de boa qualidade e elaborados dentro das normas seguras. O fato é, por que mudar a cor dos pelos de um cachorro?”, questiona a Dra.

Enfim, nossa maior lição é que, seja o animal tratado como filho ou não, há uma regra a ser seguida. Cada um tem o seu lugar. O dono que dita as regras e é humano, e o animal que entra nessas regras e, ainda, é o animal. “Oriento meus clientes a tratarem seus cães como eles de fato merecem. Não condeno quem trata o animal como filho, apenas, acho que mesmo sendo “filho”, o bicho precisa ter uma identidade e não pode fazer tudo o que quer”, finaliza.

 

 

 

 

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5 comentários sobre “Animal de estimação ou filho de estimação?

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